26 de jul de 2010

Ilê Axé Opô Afonjá

Ilê Axé Opô Afonjá

Ministro da Cultura participa das comemorações dos 100 anos do terreiro de candomblé



        Em homenagem ao centenário do histórico terreiro de candomblé Ilê Axé Opô Afonjá, que ao longo de sua história valorizou a preservação da religião afro e sua identidade, será realizada uma sessão solene na Câmara Municipal de Salvador, no Plenário Cosme de Farias. O ministro da Cultura, Juca Ferreira, participa da solenidade que acontece às 19h desta terça-feira, 13 de julho.

        O Ilê Axé Opó Afonjá tornou-se referência na construção de valores das religiões de matriz africana do estado. Fundado em 1910 por Eugênia Anna dos Santos, mais conhecida como Mãe Aninha, representa um marco nas lutas de afirmação e identidade religiosa no Brasil.

         Representantes de diversos terreiros, pesquisadores e líderes dos movimentos sociais também estarão presentes ao evento, que contará com a apresentação musical do Mestre Matheus Aleluia.



História

        Ao longo desses 100 anos, o terreiro e seus seguidores promoveram várias ações para a afirmação e o entendimento da religião no território brasileiro. Uma delas ocorreu quando Mãe Aninha visitou Getúlio Vargas e lhe mostrou toda a grandeza e a complexidade da religião de matriz africana. O fato teve considerável importância na história do candomblé, pois, em seguida, o então Presidente do Brasil promulgou o Decreto Lei nº 1.202, proibindo qualquer embargo sobre os exercícios da religião do candomblé no País.
        Além da fundadora, quatro iyalorixás estiveram à frente do candomblé de São Gonçalo em seus primeiros 100 anos, preservando todo o legado ancestral. São elas: Mãe Bada, Mãe Senhora, Mãe Ondina e, atualmente, Mãe Stella de Oxossi.



Agenda Comemorativa

13 de julho - Sessão especial de celebração do centenário do Ilê Axé Opô Afonjá na Câmara Municipal de Salvador, a partir das 18h, no Plenário Cosme de Farias;
30 de julho - Evento comemorativo no barracão de festas do Afonjá. Às 19h, saudação à Casa pelos alabês do terreiro, seguida da abertura do evento, performance do dançarino e coreógrafo Clyde Morgan, lançamento de selo comemorativo pelos Correios e apresentação do afoxé Filhos de Gandhy;
31 de julho - A partir das 8h, no terreiro, inauguração do busto de Mãe Aninha, mesas-redondas, lançamento de livros e exibição de vídeos, além da apresentação do bloco Cortejo Afro;
1º de agosto - Palestras no barrracão de festas, apresentação de grupos de capoeira, dança e da Banda Aiyê.



Informações: (61) 2024-2407, na Comunicação Social/MinC.



Publicado por Comunicação Social/MinC

Categoria(s): Notícias do MinC, O dia-a-dia da Cultura

Tags: Ilê Axé Opô Afonjá, Juca Ferreira, Mãe Aninha, Ministro da Cultura


11 de jul de 2010

Nanã é a grande senhora que possui o mistério da vida.

por: Marcos Lacerda
Jornal ICAPRA - distribuição gratuita
Ano 2, número 36, 2009, pág 07.



    Acredita-se que Nanã Buruku ou simplesmente Nanã, seja a primeira yabá do panteão de orixás africanos. É a mais velha e aquela que detém o mistério da sabedoria, experiências passadas e, ainda, um vasto conhecimento do tempo. Vista como a vibração que detém o poder da vida e da morte, por isso, algumas vezes é cultuada com medo e reservas. Na verdade devemos observar apenas o respeito que devemos ter com todos os orixás e forças da natureza.
       Frequentemente é lembrada como o orixá da chuva, que molha a terra transformando-a em lama, aspecto da natureza que simboliz esse orixá. Como "Mãe-Terra Primordial" dos grãos e dos mortos, Nanã pode ser equiparada à deusa greco romana Deméter. Nanã é chamada carinhosamente de "Avó", por ser usualmente imaginada como uma anciã. Aquela que embala, mima e acarinha os que estão sob sua proteção, mas, é também a força que aponta os erros e condena os atos faltosos. O Ibiri é o elemento que caracteriza sua relação com os espíritos ancestrais. A existência do culto de Nanã é atribuída aos tempos remotos, anterioresà descoberta do ferro, por isso, em seus rituais, não costumam ser utilizados objetos cortantes de metal. É uma vibração da natureza sintetizada como uma senhora, envolta em muitos mistérios. Sem dúvida o maior, seria a dualidade entre a vida e a morte. Através de seus mistérios entram os desencarnados por ela modificados, surgindo novamente. Somente pela morte é que acontece para cada ser uma nova encarnação, e Nanã é a responsável pelo nascimento de um novo destino.

Símbolo - Ibiri, espécie de bastão de hastes de palmeira.
Plantas - oxibatá, oju-oro, viuvinha (trapoeraba roxa), samambaia, melão de São Caetano, manacá. Porém o uso de ervas e plantas mudam de acordo com o axé e casa de santo.
Dia da semana - normalmente às segundas-feiras, mas alguns optam pelo sábado.
Cores - roxo, lilás e branco.
Mineral - por ser ancestral à descoberta dos metais, é simbolizada com a terra e o barro.
Imantação (comidas) - efó, mungunzá, arroz branco, pirão com batata roxa, jaca. Usados de acordo com a preferência e conhecimento de quem os prepara.
Saudação - Saluba!


6 de jul de 2010

OLONADÉ

Um mergulho na Universo da Dança e do Teatro Negro Brasileiro

O bairro de Santa Tereza/RJ será palco da segunda edição do OLONADÉ - A Cena negra brasileira, evento que constará de seminário, oficinas, mostra de cinema e espetáculos de dança e teatro negro de diferentes regiões do Brasil.

Abrindo o evento, o seminário abordará os temas:

Mulheres negras líderes do candomblé e a contemporaneidade;
Heranças africanas no Brasil;
Saliências estéticas de um teatro brasileiro negro;
O corpo limiar e as encruzilhadas.

Seminário: 08 de julho - 10h
Auditório da Biblioteca Nacional
Rua México, s/n, Centro. (Acesso pelo jardim).

Entrada franca
(21) 2242-0606
comuns@comuns.com.br